11/03/2019

RESULTADOS DO TERCEIRO TRIMESTRE 2018/19

ABRIL-DEZEMBRO DE 2018

Comunicado ao Mercado

Paris, 20 de fevereiro de 2019 

RESULTADOS DO TERCEIRO TRIMESTRE 2018/19

ABRIL-DEZEMBRO DE 2018

(Números não auditados)

RESULTADOS IMPACTADOS

PELA QUEDA HISTÓRICA NOS PREÇOS DO AÇÚCAR NA EUROPA,

SEGUIDO DA DESREGULAMENTAÇÃO NO MERCADO

DIVERSIFICAÇÃO REPRESENTA 90% DO EBITDA NOS PRIMEIROS 9 MESES

PRIMEIRO REFINANCIAMENTO DAS OBRIGAÇÕES DE 2020, DEMONSTRANDO A CONFIANÇA DOS PARCEIROS BANCÁRIOS


Receitas de €3.217 milhões, queda de 8,0% em relação ao final do terceiro trimestre 2017/18 (queda de 5,2% a câmbio constante)1, refletindo uma queda de 30% nos preços médios do açúcar europeu, devido ao fim das cotas europeias e à queda média de 18% nos preços mundiais do açúcar no período.


EBITDA ajustado2 de €195 milhões contra €452 milhões no final do terceiro trimestre de 2017/18 (-54% a câmbio constante), refletindo diferentes situações dependendo da atividade:


Açúcar Europa: Devido ao colapso dos preços, houve queda acentuada no EBITDA ajustado da divisão (-80%), em consonância com outros grandes players do setor na Europa.


Açúcar Internacional: Embora o total de 9 meses tenha caído 55% em relação ao ano passado, os resultados da divisão melhoraram no último trimestre em comparação ao anterior, graças à recuperação dos preços globais do açúcar e às melhores condições de mercado para o etanol brasileiro.


Amido e Adoçantes: Resultados relativamente estáveis ​​no período em comparação com o ano anterior (-5%).


• No geral, a estratégia de diversificação do Grupo está permitindo suportar melhor as desacelarações cíclicas na Europa, já que as divisões de Amido e Adoçantes e Açúcar Internacional representaram quase 90% do EBITDA ajustado do Grupo nos primeiros nove meses de 2018/19, contra 68% do ano anterior.


A dívida líquida do grupo era de €2.690 milhões em 31 de dezembro de 2018, um aumento de €116 milhões ou 4,5% em comparação com 31 de dezembro de 2017 (€2.574 milhões). Dívida líquida ajustada do Grupo de €2.121 milhões, excluindo estoques prontamente comercializáveis ​​(que podem ser convertidos em caixa a qualquer momento).


1
As alterações são fornecidas em relação à receita de 2017/18 atualizada para a aplicação do IFRS 15 (vide nota em anexo).  

2 Veja a definição do EBITDA ajustado no anexo.


DESTAQUES

• Em 18 de fevereiro de 2019, a Tereos anunciou sua intenção de pagar com um ano de antecedência metade de seus títulos de março de 2020, ou €250 milhões de principal. Este reembolso foi integralmente financiado pelo BNP Paribas, Natixis e Rabobank, demonstrando a confiança dos principais bancos de relacionamento do Grupo.

CENÁRIO


• Para o ano fiscal 2018/19, os preços historicamente baixos do açúcar na Europa terão um impacto significativo sobre os resultados da Tereos, assim como para os outros principais players da Indústria de açúcar na Europa. Esta situação poderá não permitir ao Grupo alcançar um resultado líquido positivo.


• Diante dessa situação desafiadora, que afeta todos os produtores europeus de açúcar, a Tereos está projetando €200 milhões de ganhos através do seu novo plano de desempenho, "Ambitions 2022", com o objetivo de apoiar sua competitividade a longo prazo (comparado aos €140 milhões de ganhos gerados pelo plano trienal anterior).


• O Grupo está estudando uma possível abertura do capital de suas atividades industriais, no horizonte de dois a três anos, a fim de buscar sua estratégia de diversificação e internacionalização a longo prazo e fortalecer sua capacidade de lidar com desacelerações cíclicas da atividade açucareira em mercados mais voláteis.


1. MERCADOS

Açúcar Europa: a desregulamentação do mercado europeu de açúcar, o aumento da produção de açúcar de beterraba na União Europeia desde 2017 e o contexto de preços mundiais muito baixos continuaram a impactar significativamente os preços do açúcar na região. Segundo os relatórios da Comissão Europeia, o preço do açúcar ficou em €320/t em novembro de 2018, uma queda de 30% em relação a setembro de 2017. Os preços para a safra 2018/19, que foram contratados em um ambiente muito deprimido, marcaram mais um declínio apesar das condições climáticas adversas do verão europeu, que levaram a uma diminuição nos volumes de beterraba processados ​​durante esta safra. Como resultado desta queda nos preços, alguns players do mercado anunciaram recentemente uma reestruturação de sua capacidade de produção e/ou reduções nos volumes de beterraba contratados. Estimativas preliminares para a próxima safra sugerem atualmente um mercado europeu equilibrado em 2019/20, reduzindo a pressão sobre as exportações, o que deve criar um ambiente mais favorável para os preços europeus no próximo ano.


•   Etanol Brasil: o preço de referência do etanol brasileiro continuou a subir fortemente até o final de outubro, antes de cair na esteira do declínio nos preços mundiais do petróleo. Apesar deste declínio, os preços aumentaram em comparação com o segundo trimestre (+13% em média) e com o terceiro de 2017/18 (+5%).


•   Etanol Europa: O bom funcionamento das destilarias à base de cereais - combinado com as expectativas de um mix de beterraba processada, que favoreceu a produção de etanol durante a safra 2018/19 (consequência dos preços particularmente baixos do açúcar) - reduziu os preços T2 em Roterdã, que caíram em média 15% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. As perspectivas de mercado, no entanto, melhoraram significativamente no terceiro trimestre, após o anúncio do fechamento de duas destilarias no Reino Unido, resultando em maiores preços T2. Os preços médios foram de €531/m3 no terceiro trimestre, um aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.


•  Cereais: Os preços do trigo Matif aumentaram ao longo do período devido ao impacto das condições meteorológicas adversas ​​nas perspectivas de produção na Europa e no Mar Negro e a um estoque menor em comparação com o do ano anterior (embora se mantenha em níveis historicamente elevados). Os preços mais altos do milho refletem a seca na Europa Oriental, afetando as expectativas de rendimento, enquanto as áreas de cultivo da Europa Ocidental continuam a diminuir devido a perspectivas de rentabilidade mais baixas. Como tais fundamentos ficaram praticamente inalterados no terceiro trimestre, os preços parecem estar evoluindo em uma faixa estreita de €10/tonelada.


2. RESULTADOS FINANCEIROS DO GRUPO


Grupo Tereos

M

2018/19

T3

Publicado

2018/19

T3

Revisado(*)

2018/19

T3

Atual

Faturamento

3664

3499

3217

EBITDA ajustado (1)

452

452

195

Margem EBITDA ajustado

12,3%

12,9%

6,1%

Dívida Líquida (excluindo partes relacionadas)

2574

2574

2690

Dívida Líquida em relação ao EBITDA ajustado

4,1x

4,1x

4,1x

Volume Vendido

Açúcar e Adoçantes (k.ton)

5029

4884

4681

Álcool e Etanol (k.m3)

1012

1012

1109

Amido e Proteína (k.ton)

781

648

673

Energia (GWh)

962

962

917

(*)A coluna T3 Revisado exibe os números referentes à Safra 17/18 de acordo com as normas do IRFS 15

 (ver nota em anexo)


Receitas
de €3.217 milhões, queda de 8,0% em relação ao final do terceiro trimestre de 2017/18 (queda de 5,2% a câmbio constante).1


Esta tendência reflete principalmente um efeito de preço fortemente negativo ligado ao colapso dos preços do açúcar na Europa em cerca de 35%2 entre setembro de 2017 e novembro de 2018, na esteira da queda nos preços mundiais do açúcar. No total, o efeito volume é levemente positivo, refletindo o aumento nas divisões Açúcar Europa e Amido e Adoçantes, enquanto o volume de vendas na divisão Açúcar Internacional diminuiu principalmente devido aos menores volumes colhidos de cana e à estratégia comercial do Grupo para diferir as vendas de etanol, no Brasil, até o segundo semestre do ano. Por fim, as receitas a taxas correntes são penalizadas por um efeito cambial negativo relacionado à queda do real frente ao euro.


EBITDA ajustado
3 de €195 milhões contra €452 milhões no final do terceiro trimestre de 2017/18 (-54% a câmbio constante).


O declínio no EBITDA ajustado do Grupo reflete a queda acentuada na contribuição da divisão Açúcar Europa em -80%, em linha com os outros grandes players do setor na Europa, devido à queda dos preços do açúcar.

Também reflete a estratégia comercial no Brasil (onde os resultados no terceiro trimestre foram maiores do que no segundo trimestre), que teve como objetivo diferir as vendas de etanol até o final do ano. Além disso, a base de comparação no primeiro semestre 2017/18, no Brasil, foi particularmente alta, devido ao excelente hedge realizado no início de 2017, aproveitando os preços do açúcar muito mais altos na época. Por outro lado, a contribuição da divisão de Amido e Adoçantes ficou relativamente estável no período em relação ao ano anterior (-5%) devido aos ganhos de desempenho obtidos, que compensaram a pressão sobre as margens dos adoçantes e o aumento dos custos de energia.


A dívida líquida do Grupo era de €2.690 milhões em 31 de dezembro de 2018, aumento de €116 milhões, ou 4,5%, em comparação com 31 de dezembro de 2017 (€2.574 milhões). Dívida líquida ajustada do Grupo de €2.121 milhões, excluindo estoques prontamente negociáveis ​​(RMI) no valor de €569 milhões (que podem ser convertidos em dinheiro a qualquer momento).


A relação entre a dívida líquida e o EBITDA ajustado4foi de 8,0 em 31 de dezembro de 2018 (em comparação a 4,1 em 31 de dezembro de 2017) e 6,3 excluindo os estoques prontamente negociáveis, refletindo principalmente a redução no EBITDA ajustado.


1
As mudanças são fixadas em relação às receitas de 2017/18, reapresentadas de acordo com as normas do IFRS 15 (vide nota em anexo).  


2
O preço médio ex-works na União Europeia, divulgado pela Comissão Europeia, foi de €490/t em setembro de 2017, contra €320/t em novembro de 2018.3 Veja a definição do EBITDA ajustado no anexo.4EBITDA ajustado de doze meses.

 


3. RESULTADOS POR DIVISÃO


Açúcar Europa


A severa seca deste ano em nossas regiões afetou a produtividade por hectare; os volumes de produção caíram 13% em comparação com os níveis máximos dos anos passados. Na França, onde os rendimentos permaneceram 5% abaixo da média de cinco anos, as nove fábricas de açúcar processaram quase 18 milhões de toneladas de beterraba durante uma média de 124 dias, variando de 110 a 130 dias, dependendo da região. No entanto, o clima de outono melhorou muito o teor de açúcar, compensando parcialmente o declínio nos volumes de beterraba. A atividade na República Checa seguiu a mesma tendência da França, enquanto na Romênia, o aumento das áreas contratadas registou um acréscimo dos volumes colhidos. 


O Centro Logístico Escaudoeuvres confirmou seu excelente desempenho industrial no segundo ano de operação, exportando 200.000 toneladas de açúcar no ano de 2018.


As receitas dos negócios do Açúcar Europa totalizaram €1.307 milhões ao final do terceiro trimestre de 2018/19, uma queda de 7% (em taxas de câmbio atuais e constantes)1 em relação ao ano anterior (€ 1.405 milhões1), refletindo a queda histórica nos preços de venda do açúcar em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi, no entanto, parcialmente compensado pelo crescimento dos volumes vendidos, resultado do aumento da contratação do volume de beterraba para a safra 2017.


O EBITDA ajustado foi de €29 milhões no final do terceiro trimestre de 2018/19 (€148 milhões no final do terceiro trimestre de 2017/18). Embora apoiado pelo aumento dos volumes vendidos, pela otimização do mix e pelo benefício dos planos de desempenho anteriores, o EBITDA ajustado foi penalizado pelo declínio histórico nos preços do açúcar europeu e mundial e nos preços do etanol na Europa, que foram menores nos primeiros seis meses do ano fiscal do que no primeiro semestre de 2017.


[1]
A base da receita de 2017/18 (valores e mudanças) é reapresentada de acordo com as normas do IFRS 15 (vide nota em anexo).


Açúcar Internacional


No Brasil, a colheita foi impactada pela seca no Centro/Sul, que foi particularmente severa na região da Tereos, resultando em uma queda no volume de cana processada pela Tereos no Brasil para 17,6 milhões de toneladas em 2018, em comparação com as 20,2 milhões de toneladas processadas em 2017. No entanto, o Grupo voltou a registrar desempenhos operacionais que colocam a Tereos entre os principais concorrentes do setor no Brasil. O mix de produção favoreceu o etanol neste ano, a fim de beneficiar-se de margens mais favoráveis ​​do que para o açúcar de exportação. Na Ilha da Reunião e Moçambique, os volumes de cana processados ​​para a safra de 2018 também caíram drasticamente devido às condições climáticas adversas. Na Reunião, em particular, o impacto resultou da tempestade tropical Fakir e, no fim da safra, por movimentos sociais.


As receitas dos negócios da divisão Açúcar Internacional totalizaram €644 milhões no final do terceiro trimestre de 2018/19 (€935 milhões no mesmo período anterior1), uma redução de 31% nas taxas de câmbio atuais e 22% a câmbio constante devido à baixa do real em relação ao euro.


Essa redução reflete os menores preços do açúcar no período em relação ao ano anterior e menores volumes vendidos devido à menor produção e às vendas deferidas de etanol no segundo semestre do ano para se beneficiar de melhores condições de preço no mercado interno no período de entressafra (os estoques de etanol em 31 de dezembro de 2018 são 21% superiores a 31 de dezembro de 2017). Por fim, a base de comparação 2017/18 foi particularmente alta por causa do hedge eficaz realizado no início de 2017, aproveitando os preços muito mais altos do açúcar na época.


O EBITDA ajustado totalizou €105 milhões ao final do terceiro trimestre de 2018/19, uma queda de 55% nas taxas de câmbio atuais em relação ao ano anterior e 49% a câmbio constante (€233 milhões no final do terceiro trimestre de 2017/18). A recuperação da NY11 no terceiro trimestre 2018/19 e o diferimento das vendas de etanol do primeiro para o segundo semestre possibilitaram o aumento no resultado no terceiro trimestre 2018/19 em comparação ao segundo trimestre 2018/19 (+80% em reais no Brasil). Apesar dos preços do etanol no mercado brasileiro estarem em alta em relação ao ano passado, o resultado da divisão foi penalizado por: (i) queda no volume de açúcar vendido após queda da produção; (ii) a queda nos preços mundiais do açúcar em relação ao ano passado; (iii) o impacto de menores volumes na safra brasileira que, combinado com a queda nos preços mundiais do açúcar, levou ao registro de uma perda cambial não recorrente no primeiro semestre relacionada ao reconhecimento do hedge de fluxo de caixa excedente de nossos empréstimos em dólares; isto iv) apesar de outro bom desempenho operacional durante esta safra no Brasil.


Amido e Adoçantes


As receitas do negócio de Amido e Adoçantes totalizaram €1.067 milhões no final do terceiro trimestre de 2018/19 (€1.034 milhões no final do terceiro trimestre de 2017/18), um aumento de 3%1 (+ 4% na taxa de câmbio atual1), beneficiadas principalmente pelo aumento nos volumes vendidos graças às melhorias no desempenho operacional, embora eles tenham desacelerado no terceiro trimestre devido ao fehamento das fábricas de Lillebonne e Nesle para manutenção. 


O EBITDA ajustado atingiu €70 milhões ao final do terceiro trimestre de 2018/19, ligeiramente próximo ao ano anterior (€74 milhões ao final do terceiro trimestre de 2017/18). Apesar do aumento nos volumes - possibilitados pelo progresso operacional realizado e pelo desenvolvimento do portfólio de clientes e produtos -, o resultado da divisão é impactado pela queda nos preços do etanol registrada principalmente durante o primeiro semestre, a pressão sobre as margens dos adoçantes e o aumento dos preços de energia.


4. DESPESAS DE CAPITAL


Os investimentos realizados na manutenção das plantas e na replantação da cana totalizaram €153 milhões no final do terceiro trimestre de 2018/19, uma redução de €15 milhões (€168 milhões no ano anterior).


O capex (crescimento e eficiência) diminuiu €21 milhões no período para €140 milhões (€161 milhões no ano passado).


5. DÍVIDA FINANCEIRA LÍQUIDA


A dívida financeira líquida (excluindo partes relacionadas), em 31 de dezembro de 2018, era de €2.690 milhões, comparada a €2.574 milhões em 31 de dezembro de 2017. Excluindo estoques prontamente negociáveis em 31 de dezembro de 2018, a dívida líquida ajustada do Grupo era de €2.121 milhões.


No final de dezembro de 2018, o Grupo mantinha um bom nível de segurança financeira, consistindo em €414 milhões em caixa e equivalentes de caixa, e linhas de crédito significativas confirmadas (€417 milhões em prazo > 1 ano e cerca de 140 milhões de euros com vencimento < 1 ano).


A dívida financeira líquida pode ser resumida da seguinte forma:


excl. partes relacionadas

Grupo Tereos (M€)

31 dezembro 2018

Circulante

Não Circulante

Total

Caixa & Equivalentes

Total

Dívida líquida (excl. partes relacionadas

451

2652

3103

-414

2690


OBRIGAÇÕES  FINANCEIRAS 2020 


Em 18 de fevereiro de 2019, a Tereos anunciou sua intenção de proceder em março de 2019, um ano antes do vencimento, ao reembolso parcial antecipado das obrigações emitidas pelo Grupo com vencimento em março de 2020 (ISIN FR0011439900), por um valor principal. €250 milhões, ao par, com o exercício da opção contratual de vencimento residual.


Este reembolso é integralmente financiado pelo BNP Paribas, Natixis e Rabobank, demonstrando a confiança dos principais bancos de relacionamento do Grupo. O novo empréstimo, com prazo de vencimento de 3 anos e meio (setembro de 2022), contribuirá para a otimização da estrutura de financiamento do Grupo, por meio de uma extensão da maturidade e de uma otimização de seus custos de financiamento.


6. CLASSIFICAÇÃO DE CRÉDITO


Em 21 de dezembro de 2018, a Standard and Poor's reduziu a classificação da Tereos de BB, com perspectiva negativa (negative Outlook), para BB-, com perspectiva negativa.


Classificação do Grupo

Classificação das Obrigações

(Vencimentos 2020 e 2023)

S&P

BB-/

com perspectiva negativa

bb-

Fitch

bb-/

com perspectiva estável

bb-


7. CENÁRIO


A produção mundial de açúcar 2018/19 deverá mostrar apenas um superávit modesto após um superávit histórico em 2017/18. Por outro lado, as previsões para a safra 2019/20 apontam para um grande déficit. Em 2019, esses fatores provavelmente apoiarão a recuperação dos preços mundiais observados desde o final do verão de 2018. 


Na Europa, no entanto, dada a queda histórica nos preços do açúcar, é necessária uma fase de transformação, como confirmam os recentes anúncios de reestruturação das capacidades de produção. 


Para o exercício fiscal de 2018/19, os baixos preços do açúcar na Europa não permitirão ao Grupo atingir um resultado líquido positivo.


Nesse contexto, o Grupo anunciou uma meta de €200 milhões de ganhos através do seu novo programa "Ambitions 2022", para manter uma forte competitividade a longo prazo.


O Grupo segue estudando uma possível abertura de capital de suas atividades industriais, para perseguir sua estratégia de diversificação e internacionalização a longo prazo e fortalecer sua capacidade de gerenciar os ciclos baixos em mercados mais voláteis.


Sobre a Tereos


A visão de longo prazo da Tereos é o processamento de matérias-primas agrícolas e o desenvolvimento de produtos alimentícios de qualidade. A Tereos é líder nos mercados de açúcar, álcool e amido. Os compromissos do Grupo com a sociedade e o meio ambiente contribuem para o desempenho da empresa a longo prazo, ao mesmo tempo em que fortalecem sua contribuição como um ator responsável. O grupo cooperativo Tereos é uma união de 12.000 agricultores e tem reconhecido know-how no processamento de beterraba, cana-de-açúcar e cereais. Através de 49 unidades industriais, presença em 17 países e o comprometimento de seus 25.000 colaboradores, a Tereos oferece suporte aos seus clientes próximos aos seus mercados com uma ampla e complementar gama de produtos. Em 2017/18, o Grupo alcançou um volume de negócios de € 5 bilhões.


ANEXO


NOTAS RELATIVAS À APLICAÇÃO DA IFRS 15 E DA IFRS 9 


A partir de 1º de abril de 2018, o Grupo está aplicando as novas normas IFRS 15 e IFRS 9.


IFRS 15 (referente ao reconhecimento de receitas): O Grupo optou pela aplicação retrospectiva da norma; os números de 2017/18 foram, portanto, ajustados para o impacto desta aplicação. 


IFRS 9 (referente à mensuração e classificação de ativos e passivos financeiros): O Grupo optou pela aplicação prospectiva desta norma. Dada a natureza não material dos impactos nas demonstrações financeiras, o Grupo decidiu não apresentar informações pró-forma na sua comunicação financeira. 


Receitas por Atividade

Faturamento - M€

Grupo Tereos

17/18

T3

Publicado

17/18

T3

Revisado(*)

18/19

T3

Atual

Var vs Revisado(*)

Açúcar Europa

1405

1405

1307

-98  -7%

Açúcar Internacional

961

935

644

-292  -31

Amido e Adoçantes

1173

1034

1067

34  3%

Outros (Incl. Alim.)

124

124

199

75   60%

Grupo Tereos

3664

3499

3217

-282  -8%

(*)

O faturamento da Safra 17/18 foi atualizado de acordo com o IFRS 15 (vide nota em anexo)


EBITDA Ajustado por Atividade

EBITDA ajustado - M€

Grupo Tereos

17/18

T3

Publicado

17/18

T3

Revisado(*)

18/19

T3

Atual

Var vs Revisado(*)

Açúcar Europa

148

148

29

-119  -80%

Açúcar Internacional

233

233

105

-129  -55%

Amido e Adoçantes

74

74

70

-4  -5%

Outros (Incl. Alim.)

-3

-3

-10

-6  201%

Grupo Tereos

452

452

195

-257  -57%

*

O faturamento da Safra 17/18 foi atualizado de acordo com o IFRS 15 (vide nota em anexo)


O EBITDA Ajustado corresponde ao lucro líquido antes do imposto de renda, a parcela do resultado de afiliadas, resultado financeiro líquido, depreciação e amortização, a redução ao valor recuperável do ágio, os ganhos resultantes de aquisições em condições favoráveis, e suplementos de preço. Também é reclassificado para alterações no valor justo de instrumentos financeiros, estoques e compromissos de compra e venda, exceto pela parcela desses itens que se relaciona a atividades de negociação, flutuações no valor justo de ativos biológicos, o efeito sazonal e itens não recorrentes. O efeito sazonal corresponde à diferença temporária no reconhecimento de encargos de depreciação e suplementos de preços nas demonstrações financeiras do Grupo de acordo com as IFRS e as contas de gestão do Grupo. O EBITDA ajustado antes de suplementos de preço não é um indicador financeiro definido como uma medida do desempenho financeiro pelo IFRS e pode não ser comparável a indicadores similares referidos sob o mesmo nome por outras companhias. O EBITDA ajustado é fornecido para fins de informação adicional e não pode ser considerado como um substituto para o lucro operacional ou fluxo de caixa operacional.


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